terça-feira, 17 de julho de 2012

Cristãos Secretos


“É sabido que pelo menos metade de todos os muçulmanos que se convertem voltam para o islamismo. A solidão e a pressão da família e da comunidade e dos grupos islâmicos são simplesmente grandes demais... Eles são, em toda parte, intimidados e pressionados a voltar para o islamismo.”
A citação acima é do livro do Irmão André escrito com Al Janssen, "Cristãos Secretos".
O tema da Missão Portas Abertas para o ano de 2011 é: “Encontros com os Cristãos Secretos”. Mas existem cristãos secretos? Se existem, por quê? O que leva um novo convertido a não declarar publicamente sua nova fé em países do chamado “mundo muçulmano”? Quero apresentar aqui uma das razões para isso.
A citação acima retirada do livro Cristãos Secretos trás a nós um pouco da realidade vivida por novos convertidos do islamismo para o cristianismo em muitos países do norte da África, Oriente Médio e Ásia Central. Os laços familiares e comunitários são muito fortes nessas sociedades, especialmente nos países onde esses laços foram construídos e consolidados historicamente através da religião. Negar a fé islâmica não significa apenas deixar de ler o Alcorão (livro sagrado do Islamismo), de rezar cinco vezes por dia ou parar de frequentar a mesquita, mas significa também envergonhar a família diante da sociedade. Isso automaticamente destruirá relações as familiares e comunitárias.
É importante entender que antropologicamente falando, a família é a principal detentora dos princípios e deveres da fé, que é através de uma família bem estruturada e saudável que se pode construir uma comunidade e sociedade saudáveis. Segundo algumas passagens do Alcorão, quando um muçulmano constitui uma família, ele está cumprindo metade do seu dever religioso para com Deus, isso ressalta a importância do núcleo familiar.
Para muitos de nós do mundo ocidental, as relações íntimas, profundas e morais da comunidade foram substituídas por relações impessoais, formais e utilitárias da sociedade de massas, ou seja, aquilo que faço de bom ou de ruim não necessariamente trará benefícios ou prejuízos para a minha família ou comunidade.
Nas sociedades orientais ocorre o oposto disso, principalmente nos países predominantemente islâmicos, onde o conceito de comunidade está firmado acima de tudo na religião, conforme afirma o Dr Hammudah Abdalati (mestre em Estudos Islâmicos pela Universidade McGill e doutor em Sociologia pela Universidade de Princeton): “A base da comunidade no islã é o principio que designa a submissão voluntária à vontade de Deus, a obediência em Sua Lei, e o empenho na sua causa. Em resumo, uma Comunidade Islâmica só existe, quando alimentada e sustentada pela filosofia islâmica” (O Islam em Foco; 2010, p. 70).
O indivíduo numa sociedade muçulmana é criado e disciplinado nos princípios religiosos e não deve agir segundo suas própria convicções, mas segundo o conceito religioso de comunidade. Cada ato seu trará conseqüências para a sua família, comunidade e para a própria religião, como explica Abdalati: “O que se exige da Comunidade (Islâmica) no seu conjunto, exige-se igualmente de cada membro dela” (2010, p. 71). E é por isto que um muçulmano que se converte sofre tanta perseguição, a começar pela sua própria casa.
Nós que vivemos em países laicos temos plena liberdade de mudar de religião quando quisermos sem que isso traga consequências para a nossa família e comunidade, o que faço ou deixo de fazer (desde que não infrinja as leis) não diz respeito a ninguém.
Assim, é fácil perceber uma das razões pelas quais existem cristãos que praticam sua fé secretamente em alguns países do mundo muçulmano, pois, expor isso à comunidade ou a família trará consequências dolorosas como a quebra de vínculos afetivos, a rejeição de vizinhos e amigos e o isolamento social.
Marcelo Peixoto - Historiador

domingo, 15 de julho de 2012

Testemunho De Um Ex-viciado Em Pornografia



Jovem conta testemunho de como se livrou da pornografia sexual.

sábado, 14 de julho de 2012

As 95 Teses De Lutero


As 95 Teses de Martinho Lutero foram afixadas no dia 31 de outubro de 1517. Nelas, o monge Lutero convidava os teólogos católicos a uma discussão sobre penitência, indulgência e salvação pela fé. Lutero condenava em suas teses o que identificava como avareza e paganismo no seio da Igreja Católica, atacando a prática como um abuso. Veja abaixo as 95 teses.


1 Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.

7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.

15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.

18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.

20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.

30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.

34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.

36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.

39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.

40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.

41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.

49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.

61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.

62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.

64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.

65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.

68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.

69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.

71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.

75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.

77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.

78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.

79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.

80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.

81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.

82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?

83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?

85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?

88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!

93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!

94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;

95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.

Data da última atualização: 29-09-2013.

Disputa Na Terra Santa




“O que é mais sagrado? O Muro, a Mesquita, o Sepulcro? Quem tem direito? Ninguém tem direito, todos têm direito!... Defendemos esta cidade (Jerusalém) não para proteger as pedras, mas as pessoas que estão dentro dela”. Frase dita pelo personagem Balian (ator Orlando Bloom), no filme “Cruzada”,  título original, “Kingdom of Heaven” (2005).
Há séculos israelitas e árabes muçulmanos vivem no território do atual Estado de Israel, mais conhecido pela historiografia como Palestina. Estes povos coexistem até hoje no mesmo espaço geográfico considerado sagrado pelas religiões judaica, cristã e islâmica. Estas terras foram alvo de disputas e conquistas, ora por cristãos, ora por muçulmanos, durante boa parte da Idade Média em episódios conhecidos como Cruzadas.
As tensões existentes hoje entre israelenses e palestinos tiveram início muito antes da criação do atual Estado de Israel, mais precisamente no final do século 18, início do século 19, quando se passou a conceber na Europa a criação dos Estados Nacionais ou Estado-Nação. Um Estado-Nação tem como principio básico garantir a soberania política e militar de determinado povo com características e identidades singulares (cultural, histórica e étnica) dentro de determinado território. A partir dessa concepção surge entre os israelitas o movimento Sionista  e com ele o retorno de milhares deles ao lar de seus antepassados (Israel, Palestina). As atrocidades cometidas pelos nazistas contra judeus europeus durante a 2ª Guerra Mundial aumentou a pressão sobre as potências do Ocidente para a criação de um Estado-Nação para eles, e em maio de 1948 é declarada a criação do Estado de Israel. Após esse marco histórico para o povo israelita, árabes e israelenses se enfrentaram em sucessivas guerras (Guerra da Independência em 1948, Guerra dos seis dias em 1967 e Guerra do Yom Kippur em 1973), nas quais diversos países árabes tiveram participação ativa (Egito, Síria, Líbano, Transjordânia). Diversas resoluções da ONU foram criadas e acordos traçados (Camp David) para solucionar o impasse que gira em torno da questão da divisão do território entre palestinos e israelenses.
Este é um assunto complexo, do qual não sou um especialista, mas o fato é que esse conflito não gira apenas em torno da divisão de terras, mas também de questões religiosas, políticas e militares. Resumindo o que diz Marcio Scalercio no livro Oriente Médio (2003), publicado pela editora Campus: “Ainda que o governo de Israel entregue 95% dos territórios ocupados aos palestinos, não se empenharia em de fato conceder soberania político-militar a este povo. Já que seu domínio se mostra através dos check-points, do controle sobre os transportes e fornecimento de água e energia e do espaço aéreo”. Segundo este autor, todas essas condições fazem parte da pauta israelense para reconhecer o Estado Palestino e o povo palestino não está disposto a aceitar essas condições. Quem no lugar deles estaria disposto?
Por outro lado, a participação de grupos extremistas na política palestina, caso do Hamas, é um fator que dificulta em muito o reconhecimento do Estado Palestino. Israel teme que fora de seu domínio político-militar os palestinos (bem estruturados) se tornem mais um inimigo entre os muitos existentes no mundo árabe que desejam a destruição do seu Estado. Além disso, nos últimos 30 anos, as intifadas e revoltas geradas por grupos extremistas tem sido o principal pesadelo de Israel e dificultado os acordos de paz. O fato é que há intransigência tanto de um lado quanto de outro.
Ambos os lados tem suas razões para lutar pelo exercício dos seus direitos, ambos os povos têm o direito de viver em paz e dignamente naquele território. Nós, cristãos, não devemos agir com parcialidade. O propósito de nosso Senhor Jesus não é que judeus ou árabes dominem essas terras, pois Ele diz em Mateus 24.2:“Vocês estão vendo tudo isso? Eu lhes garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas”. O propósito maior de Cristo é que toda a humanidade (gregos, romanos, judeus, árabes, etc.) se renda diante do incomparável amor de Deus (Romanos 14.11).

Marcelo Peixoto, historiador da Portas Abertas

Eu Sou Um Cristão Secreto



Neste vídeo, são mostrados um pouco dos sofrimentos dos nossos irmãos cristãos causados pela falta de liberdade religiosa nos países perseguidores.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Moda Evangélica Atualmente.

Culto na igreja Bola de Neve, que atrai jovens evangélicos na Lapa, em São Paulo (13/10/2011)
Culto na Igreja Bola de Neve.


Quando se fala em moda evangélica é difícil, para os que não vivem o dia a dia da igreja, fugir à mente a imagem da jovem escondida atrás de uma longa saia feita num tecido pouco trabalhado, de rosto limpo de qualquer maquiagem e cabelo longo preso em uma trança. Por anos, a imagem estereotipada da jovem evangélica tem sido pautada pela mulher submissa, escondida e pouco preocupada com questões de estilo. Mas os limites deste padrão vêm sendo alterados, principalmente pela presença cada vez mais forte de jovens dentro das igrejas.


A presença de jovens evangélicos na sociedade brasileira aumentou de 17,72% para 21,59% entre 2003 e 2009, um crescimento considerável quando comparado ao aumento do evangélico no Brasil como um todo, de 16,2% para 17,9% no mesmo período, de acordo com a pesquisa “O Novo Mapa das Religiões” publicada em agosto de 2011 pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getúlio Vargas. 

Embora não acredite que seja uma estratégia pensada por parte das igrejas neopentecostais (religiões evangélicas surgidas a partir dos anos 1970), o pastor Felipe Parente, da Igreja Bola de Neve, concorda que a flexibilidade em certas questões é um atrativo para o jovem se
juntar às religiões evangélicas. "Muito do que o jovem quer e acredita  está expresso na identidade de suas roupas e ele acaba indo para uma igreja em que se identifica com os outros membros, mesmo que essa identificação seja, a princípio, por meio das roupas", diz.

Exatamente por ser uma jovem comum e não querer ser rotulada apenas como evangélica é que a estudante Juliana Frade, 22, escolheu uma igreja um pouco mais liberal quando resolveu se converter. "Nossa principal regra é o bom senso. Sou básica e quase não tenho
restrições a nenhum tipo de roupa. Mas, dentro da igreja, acho que certas coisas não cabem, como batom vermelho", explica a jovem que frequenta a Igreja Renascer há dois anos e também é apaixonada por moda. Por conta desta paixão misturada a uma moral cristã, Juliana se nega a usar algumas tendências. "Não uso nada que deixe meu corpo exposto, como minissaia. Não acho bonito. Gosto de coisas que não deixam a mulher vulgar", diz.

 Em seu guarda-roupa, por exemplo, não entram as transparências do cetim e da seda. Mas e renda, como fica? "Só com alguma coisa por baixo", afirma. Para algumas tendências, a jovem dá seu 'jeitinho', como é o caso do shorts. "Quando está muito quente, não aguento e acabo usando comprimentos mais curtos. Mas, neste caso, sempre opto por uma blusa fechada, com manga 3/4", indica. Lição de moda aprendida para qualquer que seja a religião. E, se em alguns casos é possível ajustar a doutrina à moda do dia a dia, em outros, a fé fala mais alto. "Costumo evitar roupas com caveira, coruja ou olho grego, porque em muitas crenças dizem que estas imagens dão sorte e não acreditamos nisso", diz.

O jovem se expressar por meio das roupas não é uma novidade. "A moda jovem vai fazer parte da sociedade a partir dos anos 1960, com aquilo que foi chamado de antimoda, uma atitude de transgressão", explica o professor e historiador de moda João Braga. Ainda de acordo com o acadêmico, o jovem evangélico dialoga com a moda não apenas na forma das roupas. "É possível criar identificação com moda por meio dos tecidos,  texturas e principalmente das cores das roupas."

Foi justamente pensando em outras formas de identificação com moda que, há mais de 10 anos, o empresário Valdecir de Oliveira Corsi, criou, em Cianorte, no Paraná, sua primeira marca exclusiva de roupas femininas para mulheres evangélicas, a Marian. "Nasci dentro de confecção e, embora por algum tempo da minha vida tenha ficado longe de roupas, descobri minha vocação", diz ele. Evangélico, membro da Congregação Cristã do Brasil, uma das linhas mais conservadoras, Valdecir vem fazendo um trabalho de mapeamento das preferências da mulher evangélica. "Ela não gosta do vestido longo, mas gosta de comprimentos na altura do joelho. Já as meninas mais jovens, preferem roupas curtas, do tipo um palmo acima do joelho e saias bem rodadas", diz o empresário que se recusa a trabalhar com comprimentos míni. Outra paixão das evangélicas, segundo ele, são as rendas. "Peças que têm detalhes rendados costumam estourar nas vendas". No caso, o 'estouro' significa que vendeu mais de 350 peças. Para o inverno, a aposta de Valdecir é a imitação do couro. "São as peças mais procuradas pelas jovens". 

Voltando à família Corsi: os números vêm mostrando que o trabalho e o esforço ainda são uma boa receita mesmo em se tratando de fazer moda para determinado nicho. Com uma cartela de mais de mil clientes, vendendo para todo o país e apenas no atacado, além da Marian, o empresário criou, também em 2001, a Via Caruso, marca de roupa para mulheres evangélicas mais reservadas. E, há um ano, nasceu a Hapuk, a menina dos olhos de Valdecir, que foca na moda para jovens evangélicas. Sob sua chefia estão diretamente 50 funcionários, outros 100 trabalham indiretamente e, apenas no ano passado, o faturamento das três marcas esteve na casa dos R$ 8 milhões.

Fonte original: UOL.

Data da última atualização: 29-09-2013. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Significados de Nomes Bíblicos


Na Bíblia, era costume os pais terem um grande cuidado ao escolher os nomes de seus filhos. Fornecemos então, para consulta, um guia com significados de alguns nomes contidos na Palavra de Deus.

Fonte: Osmar Junior (clique aqui e veja a página original)


A
Aarão - Arca
Abdão ou Abdom - sérvulo de Deus
Abdias - servo do Senhor
Abel - filho
Absam - o veloz
Abessalão - Deus é paz
Abião - Deus é pai
Abiatar - Deus dá abundância
Abigail - fonte de alegria ou meu pai é alegria
Abimeleque - Deus é rei
Abinadabe - meu pai é generoso
Abirão - Deus é excelso
Abiú - Deus é pai
Abner - Deus é luz
Abraão - pai de muitos povos
Absalão - Deus é prosperidade
Acabe - igual a meu pai
Acaz - possuidor
Acsa - anel no tornozelo
Ada - ornamento
Adadezer - o protegido
Adão - o homem
Adonias - Javé É O Senhor
Adonibezeque - senhor de Bezeque
Adoniram - Deus é exaltado
Adonisedeque - o Senhor é justo
Adurão - o Senhor é execelso
Ageu - o festivo
Agripa - que nasceu com os pés para frente
Aicão - Deus exalta-se
Airão - meu irmão (Deus) é excelso
Álcimo - elevado por Deus
Alfeu - Deus substituiu
Amã - o grande
Amasá -auxiliado por Deus ou Deus é forte
Amasias - o Senhor é forte
Aminadabe - o Senhor mostrou-se generoso
Aminom - digno de confiança
Amirom - Deus é sublime
Ampliato - aumentado
Ana - cheia de graça
Ananias - o Senhor tem sido misericordioso
André - forte, viril
Andrônico - vencedor dos homens
Anrafel - a boca de Deus falou
Antípatro - o retrato do pai
Aode - glória
Apolônio - consagrado a Apolo
Áquilas - homem do norte
Aquimeleque - Deus é rei
Aquinoão - Deus é amável
Aquior - Deus é luz
Aquitobe - meu irmão (Deus) é bom
Ariel - leão de Deus
Ario - dedicado a ares, rei da guerra
Arioque - nobre
Aristarco - soberano exímio
Aristóbulo - conselheiro excelente
Arquelau - chefe do povo
Arquipo - mestre-estábulo
Artaxerxes - o grande rei
Asá - Deus fez
Asael - Deus o fez
Asaf - Deus foi benevolente (para mim)
Asera - deusa dos tiros
Asíncrito - incomparável
Azael - Deus viu
Azarias - o Senhor ajudou


B
Baal - dono, senhor
Baltasar - proteja o rei ou proteja sua vida
Banaías - Deus construiu
Baraque - raio
Barjésus - filho de Jesus
Barjona - filho de Jonas
Barnabé - filho da consolação
Barrabás - filho do mestre
Barsabás - nascido em sábado
Bartimeu - filho de Timeu
Bartolomeu - filho de Tolmai ou Talmai
Baruque - Deus seja bendito
Basemá - bálsamo
Batuel - homem de Deus
Berenice - que leva à vitória
Berzelai - homem de ferro
Beseleel - na sombra de Deus
Betânia - casa do pobre
Betsabé - a viçosa
Boanerges - filhos da tempestade
Boos - nele há força


C
Caio - feliz, alegre
Calebe - cão
Cefas - pedra
Cis - dom
Cloé - folhagem viçosa
Coré - o calvo
Crispo - de cabelo crespo
Cristo - Ungido , (hebraico) - Messias.


D
Dã - fazer justiça
Dalila - mulher dócil
Dâmaris - implorada pelo povo
Daniel - Deus é meu juiz
Davi - chefe ou amado
Débora - abelha
Demétrio - consagrado
Deméter - (a deusa terra-mãe)
Dina ou diná - a julgada
Dionísio - filho de zeus
Diótrefes - alimentado por Zeus


E
Ebede - servo
Edom - o ruivo
Efraim - frutífero
Élcana - Deus fundou
Eleazar - Deus ajudou
Electa - eleita
Eli - (Heli)
Eliacim - (Eliaquim)
Eliaquim - que Deus estabeleça
Elias - Javé é Deus
Eliezer - Deus é auxílio
Elimeleque - Deus é rei
Elisabete - Deus é plenitude ou consagrada a Deus
Eliseu - Deus ajudou
Eliú - ele é Deus
Eloim - Javé é o Deus e não há outro senão ele
Emanuel - Deus conosco
Enéias - herói da lenda
Enós - homem
Epafras - forma reduzida de
Epafrodito - o encantador
Epêneto - o elogiado
Erasto - o amado
Esaú - o peludo, o cabeludo
Esbaal - o seguidor de Baal
Esdras - Deus é auxílio
Estáquis - espiga de milho
Estéfanas - que usa coroa
Ester - estrela
Estêvão - coroa
Etã - o constante
Eunice - a vitoriosa
Eubulo - bom conselheiro
Êutico - o próspero
Eva - dar vida ou mãe de todos os vivos
Evódia - que escolhe um bom caminho
Ezequias - Deus é minha força
Ezequiel - Deus fortalece


F
Facéia - Deus abriu os olhos
Farés - o que rompe
Filêmon - que ama
Fileto - o amado
Filipe - amador de cavalos
Finéias - egípcio ou mouro
Flegonte - o fervoroso
Fortunato - favorecido pela sorte


G
Gabael - gabelo
Gabelo - Deus é elevado
Gabriel - enviado de Deus ou Deus mostrou-se forte
Gade - boa sorte
Gamaliel - Deus me fez bem
Gedeão - lutador de espada
Gérson - estrangeiro, peregrino
Godolias - o Senhor mostrou sua grandeza
Golias - transmigração, passagem


H
Habacuque - abraço
Hades - o invisível
Hagite - nascida numa festa
Hamurábi - o quente
Hanâni - Deus compadeceu-se
Hanom - compadecer-se
Hazael - Azael
Héber - companheiro
Hélcias - Deus é a minha sorte
Heli - o Senhor é excelso
Heliodoro - dádiva do deus-sol
Hemã - feliz Henoque - Enoque
Hermas - dádiva de
Hermes (deus grego)
Hermógenes - descendente de
Hermes Herodes - filho de herói
Herodíades - filha de herói
Herodião - filho de herói
Hirão ou Hirom - O irmão (Deus) é sublime
Hosana - salva-nos, te pedimos
Hur - branco


I
Icabode - desapareceu a glória
Isabel - Elisabete
Isaías - Deus é a salvação
Isaque - a divindade riu
Isbaal ou Isbosete - homem da vergonha
Ismael - Deus ouve
Israel - o que governa com Deus


J
Jacó - aquele que suplanta, que vence
Jael - cabra selvagem
Jafé - Deus lhe dê largo espaço
Jair - o iluminado por Deus
Jairo - Jair
Jaquim - Deus dê firmeza
Jasão - curandeiro
Javé - o nome próprio de Deus, na Bíblia hebraica
Jeconias - Deus dê força
Jedidiá - predileto de Deus
Jefté - que Deus liberte
Jetro - primazia
Jeremias - Deus é sublime
Jerobaal - Baal mostre sua grandeza
Jeroboão - que o povo se multiplique
Jesonias - Deus atenda
Jessé - homem de Deus
Jesus - Deus é seu auxílio ou sua salvação
Joabe - Deus é pai
Joacaz - Deus segura minha mão
Joana - forma feminina de João
João - Deus é gracioso
Joaquim - elevado de Deus
Joás - Deus doou
Joatão - Deus mostrou-se justo
Joel - Javé é Deus
Jona - pomba
Jonadabe - Deus mostrou-se benéfico
Jonas - pomba
Jônatas - dado por Deus
Jorão - Deus é excelso
Josafá - Deus julga
José - aquele que acrescenta
Josias - Deus traz a salvação
Josué - Deus é a salvação
Judite - louvada


L
Labão - branco
Lameque - jovem forte
Lamuel - consagrado a Deus
Lázaro - Deus é o meu auxílio
Levi - unido, ajuntado
Lia - novilha, vitela
Lino - linho
Lisânias - aquele que livra de preocupações
Lísias - aquele que liberta
Lucas - luz


M
Macabeu - valoroso, ilustre, guerreiro, vingador
Malalieu - Deus faz resplandecer a sua luz
Malaquias - meu mensageiro
Malco - rei
Manaém - consolador
Manassés - aquele que faz esquecer
Mara - amargo
Marcos - servo de Marte
Mardoqueu - pertencente ao deus Marduque
Maria - soberana, senhora ou amada por Javé
Marta - senhora
Matatias - presente de Deus
Mateus - presente de Deus
Matias - ( forma reduzida de Matatias)
Maviael - Deus vivifica
Melquisedeque - rei da justiça
Merari - o robusto
Meribaal -adversário de Baal
Messias - o ungido
Matusael - homem de Deus
Micael - (Miguel)
Micol - (forma reduzida de Micael)
Miguel - Quem é com Deus
Miquéias - (variante de Micael)
Misael - nome derivado de Miguel
Moabe - do próprio pai
Moisés - dar à luz, salvo das águas
Moloque - rei (deus pagão)


N
Naamã - a criança é amável
Nabal - tolo
Nabi - profeta
Nabote - broto
Nabucodonosor - Nabu proteja o filho
Nacor - o roncador
Nadabe - Deus mostrou-se generoso
Natã - dádiva de Deus
Natanael - dádiva de Deus
Naum - Deus consola
Nazireu - consagrado à Deus
Neemias - Deus consola
Neftali - lutador
Nicanor - vencedor de homens
Nicodemos - aquele que vence com o povo
Nicolau - aquele que vence com o povo
Nilo - (egípcio) o rio
Noé - descanso
Noemi - minha amenidade


O
Obede - aquele que serve
Ocozias - Deus segura minha mão
Ofni - ( do egípcio através do hebraico) rãzinha
Onã - o robusto
Onesíforo - que traz utilidade
Onésimo - útil
Onias - Deus é clemente
Ooliabe - uma tenda é a divindade *
Oséias - Deus salva
Osias - (Ozias)
Otoniel - leão de Deus
Oza - (Uziel)
Ozias - uma das variantes de Azarias
Oziel - variante de Uziel


P
Pármenes - aquele que fica
Pátrobas - que deve a vida ao pai
Paulo - de baixa estatura
Pedro - pedra, rocha
Pérside - a persa
Pilatos - armado de lança
Prisca - anciã, a venerável
Públio - público, popular
Pudente - pudente, pudoroso, casto
Putifar - dado pelo sol


Q
Querubim - Deus abençoa ou Deus é louvado

R
Rabi - meu Senhor
Rafael - Deus curou
Raguel - amigo de Deus
Raquel - ovelha
Rebeca - a que liga, a que une
Roboão - O povo dilatou-se
Rode - rosa
Romelia - Deus seja sublime
Rubem - eis um filho
Rufo - O ruivo
Rute - Plena de beleza ou amiga


S
Sadoque - sagrado
Safira - pedra preciosa
Sálmana - sacrifício
Salmon - luz, esplendor
Salomão - prosperidade ou o sacrífico
Salomé - sã e salva ou paz
Samuel - ouvido por Deus
Sansão - igual ao sol
Sara - soberana
Sarasar - o deus Betel proteja o rei
Sárvia - a perfumada com almácega
Saul - o implorado
Saulo - forma grecizada do hebraico Saul
Sedecias - Deus é minha ajuda
Séfora - avé
Sem - nome afamado
Senaqueribe - o deus Sim aumenta o número de meus irmãos

Sérgio - protetor, pastor
Sete - compensação
Silas - forma grecizada do nome Saul
Silvano - forma latinizada do nome Silas
Simão - o mesmo que Simeão
Simeão - Deus ouviu
Sofonias - Deus protege
Sópatros - salvador de seu pai
Sosípatros - salvador de seu pai
Sóstenes - o robusto
Sulamita - moça de Suném ou mulher digna de Salomão 

Susana - lírio

T
Tabeel - Deus é bom
Tabita - gazela
Tadeu - o corajoso
Tamar - tamareira
Taré - bode
Tebni - testa-de-ferro
Teófilo - amado por Deus
Tércio - o terceiro
Tértulo - forma diminutiva de Tércio
Tiago - forma vernácula de Jacó
Timão - o honrado
Timeu - forma reduzida de Bartimeu
Timóteo - que honra a Deus
Tíquico - o felizardo
Tirano - senhor absoluto, usurpador do poder
Tito - (latim) pombo selvagem, (grego) temente a Deus
Tobias - Deus é bondoso
Tomé - gêmeo
Trófimo - filho de criação
Tubal - ferreiro


U
Urbano - civilizado
Urias - Deus é luz
Uriel - Deus é luz
Uziel - forma tomada de Eleazar- Deus ajuda



V
Vasti - a mais bela

X
Xadai - o Todo-Poderoso, nome divino usado no Antigo Testamento
Xamaxe - o Sol
Xerxes - forma grega do nome hebraico Assuero



Z
Zabulão - morada
Zacarias - lembrado de Deus
Zambri - ajudado por Deus
Zaqueu - o puro
Zará - Deus brilhou
Zebe - variante de Orebe
Zebedeu - forma gracizada do nome Zabdi ou Zabdiel
Zabdi ou Zabdiel - presente de Deus
Zenas - presente de Zeus
Zorobabel - broto de Babel

Data da última atualização: 17-07-2013.